O enganador por fim é enganado.


29 de maio de 2014
Sete Anos

Sete Anos


“E Jacó amava a Raquel e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor.”
(Gênesis 29.18)

Sete Anos


Quando finalmente Jacó encontra Labão, seu parente, descobre que ele tem duas filhas, e logo se apaixonou por Raquel. Tão forte foi o seu amor que se propôs a trabalhar por sete anos pelo direito de se casar com ela.

Labão aceitou a proposta, porém ao se cumprir o prazo estabelecido enganou Jacó e lhe deu por esposa Léia, sua outra filha.

Jacó havia enganado seu pai e seu irmão e agora estava colhendo os frutos de sua atitude de enganador.

O enganador por fim é enganado.

Depois que o fato ocorreu Labão contornou a situação dizendo que se ele o servisse por mais sete anos daria a ele agora sua filha Raquel como sua esposa também. E ele aceitou a proposta de Labão.

Entre as diversas reflexões que podemos fazer olhando para este texto cabe aqui salientar algumas que se destacam:

Jacó havia se encontrado com Deus, porém sua natureza ainda estava sendo tratada, Deus lhe prometeu a benção, mas o que ele não sabia era que a maior benção de todas seria ter seu caráter transformado durante aquele tempo em que ele estaria buscando as bênçãos de Deus. O que ele não sabia era que nesta busca iria por fim entender que a maior benção é encontrar o Doador de todas as bênçãos.

Nesta caminhada ele teve que reconhecer que o que semeamos por fim colheremos. Se engano for semeado, engano será colhido. Se for qualquer outra coisa, esta mesma coisa será colhida. É justo, natural e certo que isto aconteça. Jacó passou por isto, por fim acabou dizendo a Labão: “Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que, pois, me enganaste?” A resposta é: Jacó estava colhendo o que havia plantado.

Um homem com um propósito não se rende as circunstâncias. Jacó tinha um propósito, tinha um objetivo. Também tinha contratempos e impedimentos, teve inclusive uma grande (e não muito boa, aos seus olhos) surpresa. Foi enganado e forçado a mais sete anos de trabalho, porém o seu propósito estava firme, o seu objetivo não o permitia voltar atrás ou se render.

O Amor possui a força que o forte desconhece. Por amor Jacó trabalhou não apenas durante sete anos, mas os outros sete anos também foram trabalhados por ela. Aos olhos de Jacó foram como poucos dias, pois a amava muito. O amor tem este poder, o poder de tornar fácil o que seria difícil, de tornar possível o que parecia impossível. O amor é capaz de quebrar barreiras e vencer obstáculos como se eles nem mesmo existissem.

Quando semearmos teremos sempre a oportunidade de semear a boa semente, Jacó passou vários anos de sua vida semeando uma nova semente, antes era semeador de engano, agora – enquanto colhia o que havia plantado – semeava uma nova semente, de amor e trabalho. Sua colheita futura estava brotando e era abundante nas recompensas previstas para um coração persistente e bondoso.

Cada ação, decisão, pensamento, palavra, atitude ou olhar que você produz hoje é uma semente, e os frutos desta semente serão colhidos a partir de agora - no devido tempo - no seu futuro.

A trilha que conduz a benção de uma colheita abundante das bênçãos de Deus certamente passa por semear com amor e propósitos bem definidos. Façamos, pois, a partir de hoje o que convém para alguém que busca não somente a benção de Deus, mas a presença do Deus da Benção, durante todo o tempo que for necessário.

Perguntas que geram Reflexão


1) Já entendi que o propósito da benção é me ajudar a me aproximar de Deus?

2) Meus propósitos estão bem definidos?

3) Estou sendo guiado pelo amor?

4) Minha semente me agrada? O que eu fiz hoje me agrada? Irá me gerar uma boa colheita?

Reflexão que gera Atitude


1) Leia o capítulo 29 de Gênesis.

2) Comece a ver cada ação, decisão, pensamento, palavra, atitude, olhar como uma semente que se multiplicará no seu futuro.

Gilliard Lima
- Reflexão Bíblica publicada originalmente no site FraseseReflexoes.Net -

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