20 de outubro de 2011




Sempre tive acesso total aos bilhões de dados gerados por segundo pelo INeuron. Quando começamos a suspeitar da Nova Atlântida vasculhei o Neuroespaço durante dias em busca de algo que pudesse provar que estávamos errados, ou certos, mas nada encontrei, até que em uma madrugada tentei acessar uma área do INeuron e ele me impediu, não entendi o porque, afinal de contas eu tinha acesso irrestrito a tudo o que se passava no INeuron, mas isto era a teoria, na prática descobri que estava diante de uma imensa massa de dados com acesso totalmente bloqueado.




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Amigo, se está começando a ler Sinaptrônica por este texto é aconselhável ler antes como tudo começou, para entender melhor a história.
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Tentei de todas as maneiras, mas estava lutando com ele, e ele se divertindo comigo, pode? Um computador estava se divertindo as minhas custas! Ele sabia das minhas suspeitas. Sabia que eu não iria conseguir. Sabia que mesmo se eu conseguisse descobrir tudo ainda não acreditariam em mim, e é isto que salvou a minha pele.
Os computadores sinaptrônicos haviam evoluido drasticamente, naquela época eles conseguiam deduzir nossas intenções com um nível de acerto de 99%. Era quase impossível enganar um deles, bom… quase não quer dizer totalmente, e foi com apenas 1% de chance que nós conseguimos descobrir o segredo do INeuron.
Primeiro falei com o Jefferson, ele criou uma distração para o supercomputador, um desafio, poderíamos até chamar de jogo, e se havia uma coisa que poderia distrair um Sinaptron seria um problema complexo, Jefferson criou um e o desafiou, disse que um grupo de cientistas humanos poderia resolver mais rapidamente aquele problema do que qualquer supercomputador sinaptrônico. Tratava-se de um enigma especial, a respeito da finalidade dos buracos negros. Foi o suficiente, ele aceitou e foi totalmente absorvido pelo problema. Nas primeiras horas utilizou apenas um de seus cérebros sinaptrônicos, mas ao analisar melhor o problema não aceitou perder, ele já havia passado por uma situação assim alguns anos antes e havia perdido um desafio por excesso de confiança. Não aceitaria ser derrotado novamente.
Um dia depois quando acessamos o Neuroespaço não podíamos esconder o espanto, o INeuron estava usando todas suas conexões nos limites máximos, tentando resolver os problemas que apresentamos. Era a nossa oportunidade, acreditávamos que ele ficaria assim durante semanas, e isto era tudo o que precisávamos.
Gilliard Lima

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