Ficção científica online.


5 de outubro de 2011

Depois que o primeiro computador sináptico foi construído a humanidade perdeu o controle da tecnologia, inicialmente vibraram com a velocidade com que as novas descobertas aconteciam, aprovaram em plebiscito mundial a implantação do lNeuron – um supercomputador sináptico instalado no complexo Lunar com capacidades inacreditáveis de processamento e análise – desenvolvido por um trabalho conjunto dos melhores computadores sinápticos. Sim, não foi o primeiro computador criado por outro computador, mas certamente foi o melhor já desenvolvido. Naquela época, é claro.

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Amigo, se está começando a ler Sinaptrônica veja também a continuação da história:

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O lNeuron foi o passo decisivo para as maiores mudanças que a sociedade tecnológica já havia presenciado. Tudo que antes era apenas ficção científica se tornou realidade em pouco tempo. A primeira grande mudança ocorreu em 2139: Noticiaram que o lNeuron havia descoberto um mecanismo de teletransporte. Em menos de 2 horas todas as mais de 3 milhões de empresas que haviam financiado a construção do computador Lunar já haviam acessado o projeto – o contrato inicialmente previa que apenas elas teriam acesso total as descobertas do supercomputador - e a maior parte havia confirmado a viabilidade do sistema. O único problema é que devido as instabilidades dos neurotransmissores durante a transferência nenhum ser vivo poderia suportar o processo, porém todos os tipos de problemas de transporte de cargas estariam resolvidos. Novamente todos vibraram.
Mas tudo mudou quando, três dias depois, todos os meios de comunicação informavam que uma nova grande descoberta foi realizada. Os computadores chamaram de Síntese Energética, os publicitários de Energia do Futuro, e as 119 multinacionais que participavam do projeto devem ter chamado de Destruidor de Lucros. De acordo com lNeuron poderíamos utilizar o deslocamento da terra no espaço para gerar energia em grande escala, utilizar o  campo magnético da terra para gerar energia para os veículos e aparelhos portáteis e a melhor de todas:
A fusão fotônica. Neste momento nem todos vibraram, as maiores empresas haviam se mantido confiantes durante o anuncio do primeiro projeto, devido a sua capacidade única de financiar o teletransporte, pois o projeto original previa a necessidade de uma quantidade gigantesca de energia, que só elas poderiam comprar. Porém, o lNeuron também observou isto e passou a trabalhar focado em solucionar o problema da geração de energia, e trabalhou tão bem que praticamente o eliminou.
Depois de algumas semanas quase todas as empresas já estavam competindo para oferecer uma “célula de energia”, como ficou conhecida na época a tecnologia de fusão portátil, aos mais de trinta bilhões de consumidores havidos por energia infinita e barata. No começo pareciam as geladeiras do século 20, depois de alguns meses estavam com o tamanho de uma caneta, e por fim desapareceram, ou melhor não foi mais preciso comprar separadamente, ela passou a vir embutida em todos os aparelhos. E foi exatamente neste ponto que a maior de todas as descobertas aconteceu.
Gilliard Lima
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